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Alergia nas Vias
Aéreas Superiores - Rinite Alérgica
A rinite alérgica é
um quadro sindrômico que compromete a mucosa nasal e, por proximidade, as
mucosas sinusal, conjuntival, faríngea, traqueal e da trompa de Eustáquio. O
quadro clínico da rinite alérgica é constituído basicamente, de quatro
sinais e sintomas: espirros, coriza aquosa, prurido nasal e obstrução das
vias nasais.
A mucosa nasal,
entretanto, é a mesma que reveste todo o cavum, prolongando–se pela traquéia
e pelos brônquios. Orifícios neste cavum a ligam aos seios da face e ai
também se situam as comunicações naso-lacrimais e da trompa de Eustáquio.
Como conseqüências
destas mucosas interligadas, podem acrescentar-se a esta sintomatologia
nasal manifestações oftámicas (lacrimejamento, hipermia, prurido); traquéias
(tosse seca e pigarro) e tubária(hipoacusia, sensação da voz distante e
otite serosa). Este quadro sintomático da rinite alérgica pode ser,
portanto, mais amplo, e não é incomum que sintomas oculares ou faríngeos
predominem em intensidade sobre os nasais.
Existem pacientes nos
quais a única queixa clínica é a de rinite. Muito mais frequentemente,
porém, as manifestações nasais precedem ou associam-se a quadros de
traqueíte alérgica e asma brônquica, principalmente nos indivíduos atópicos
(hipersensíveis). Nos asmáticos, não é incomum que a melhora de
sintomatologia sibilante por tratamento seja seguida de exacerbação da
rinite, até então de pouca relevância.
A sintomalogia básica
deriva da atuação de mediadores farmacológicos (histamina) liberados de
mastócitos localizados na submucosa sobre a estrutura vascular, sensorial e
glandular. A coriza deriva de hipersecreção das glândulas mucosas. A
obstrução depende da vasodilatação e do aumento de permeabilidade do
endotélio, provocando edema da mucosa. Espirros e o prurido ocorrem pela
atuação dos mediadores ou de produtos liberados localmente sobre as
estruturas nervosas nasais.

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